Exame micológico e onicomicose: o detalhe que separa o certo do errado

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O Exame Micológico é a única ferramenta capaz de identificar o tipo de fungo que causa onicomicose.

Quando o assunto é Micologia na Podologia, é preciso adotar as melhores práticas para não errar no diagnóstico e acertar no protocolo.

Por que fazer o Exame Micológico na Podologia?

Porque é um erro tentar identificar a onicomicose no olho e no achismo. Isso é uma atitude anti profissional.

Na Podologia, o Exame Micológico é o único método capaz de identificar o tipo de fungo presente na lâmina ungueal.

Mas antes de tudo, é preciso ressaltar que o podólogo não faz o exame micológico. O podólogo faz somente a coleta.

Quem realmente faz o exame é o laboratório de análises clínicas. Por isso, é importante, antes de tudo, fazer uma parceria com o laboratório.

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Atenção! Nunca começe a tratar a onicomicose sem fazer o exame.

Isso porque os sinais e sintomas da onicomicose podem ser facilmente confundidos com onicólise, psoríase, queratose subungueal, alopécia, etc.

Atualmente, o exame micológico é composto por dois exames: exame micológico direto e exame de cultura de fungos.

Exame Micológico Direto

Esse exame verifica se há presença de fungo na amostra da lâmina ungueal. Ou seja, ele só vai atestar se tem ou não tem fungo. Simples assim.

Por isso, no resultado vem somente se é positivo ou negativo. Mas não diz o tipo de fungo identificado.

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Em caso de resultado positivo, você não deve iniciar o tratamento imediatamente.

Pois o fungo encontrado pode não ser um fungo que causa onicomicose. Pode ser, por exemplo, um fungo do ar condicionado.

Sendo assim, precisamos saber o tipo específico de fungo.

Exame de Cultura de Fungo

Esse exame identifica especificamente o tipo de fungo presente no material biológico.

Nessa fase, a amostra da lâmina ungueal é colocada em um ambiente adequado para que o fungo se desenvolva.

Etapas do Exame Micológico na Podologia

O exame micológico possui três etapas, a saber:

  • Coleta da lâmina ungueal
  • Envio ao laboratório
  • Interpretação do resultado

Tipos de coleta

A coleta é a etapa mais importante para que não haja erro no resultado. Pois qualquer erro aqui pode contaminar o material biológico coletado.

O tipo de coleta depende de alguns fatores. Portanto, precisamos levar em consideração, por exemplo, os sinais e sintomas, o local da lesão e a possível localização do fungo.

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1. Raspagem

Nessa técnica, é realizada a raspagem do local onde há suspeita de presença de fungo.

É mais adequada, principalmente, em casos de suspeita de onicomicose superficial branca, tinea pedis ou tinea interdigital.

2. Fragmentação

A técnica de fragmentação consiste em coletar pequenos pedaços da placa ungueal.

É indicada em casos de suspeita de onicomicose subungueal, seja a distal lateral ou seja a proximal.

3. Desintegração

A desintegração consiste em transformar a lâmina ungueal em grãos.

Usamos essa técnica em casos de suspeita de onicomicose endonyx ou superficial branca.

Como cobrar pelo Exame Micológico?

Uma dúvida muito comum dos meus alunos é sobre como cobrar pelo exame: junto ou separado do atendimento?

Antes de tudo, é preciso entender que o exame micológico tem um custo. Seja o custo da coleta ou do próprio exame que vai ser feito pelo laboratório.

Só que muitos podólogos não entendem que esse não é o momento de ganhar dinheiro. Esse é o momento de acertar o diagnóstico.

E quando você tem a parceria com o laboratório e faz a cobrança de forma correta, você aumenta a adesão do seu paciente ao tratamento.

Por isso, a melhor forma é cobrar exatamente o que o laboratório cobra e deixar claro para o paciente o que é atendimento e o que é custo do exame.

Interpretação do Exame Micológico na Podologia

Com o resultado em mãos, o próximo passo é interpretação.

Caso o resultado seja positivo, você precisa interpretar do jeito certo para chegar à conclusão se é realmente um fungo que causa onicomicose.

Como saber se é um fungo que causa onicomicose?

Para um diagnóstico perfeito, você precisa pesquisar o tipo de fungo em livros de referência e em sites confiáveis.

Dessa forma, você consegue criar um protocolo específico para o tipo de fungo encontrado.

Assim, você vai ter 100% de certeza de que está realmente tratando uma onicomicose e não vai mais errar no protocolo.

viviane ripoll